domingo, 23 de janeiro de 2011

Teófilo de Braga

Joaquim Teófilo Fernandes de Braga, escritor e político português. Nasceu a 24 de Fevereiro de 1843 em Ponta Delgada e morreu a 8 de Janeiro de 1924 em Lisboa.


Matricula-se em direito da universidade de Coimbra em 1861 e vem a doutorar-se em 1868. Em Lisboa lecciona, de 1872 até à Implantação da República, literaturas modernas na escola superior de Letras. Destaca-se na luta contra a monarquia e bate-se pela Implantação da República. É um dos fundadores do partido Republicano português, mantendo sempre a tendência socializante e claramente anticlerical.


Aquando da Revolução de 1910, é o presidente do seu Directório. Chefia o Governo previsório da 1ª Republica, até Setembro de 1911, cerca de onze meses. Em Maio de 1915 substitui Manuel de Arriaga como Presidente da República, cargo que desempenha até 5 de Outubro desse ano.


Tenta a poesia logo aos 15 anos com folhas verdes, que publica um ano mais tarde (1859), que ele próprio compõe na tipografia do jornal A Ilha, de Ponta Delgada, onde trabalha, mas faltam-lhe os recursos para se afirmar como poeta. Maior destaque merece a sua actividade como historiador de literatura, onde tem papel pioneiro pela forma como interpreta algumas figuras e movimentos literários (História da literatura portuguesa, História do Romantismo em Portugal, Romanceiro Geral português, História do Teatro português). Alguns dos deus trabalhos são fortemente criticados, por não terem base científica.


Mesmo enquanto presidente da República, recusava honras e ostentações e andava como o povo de eléctrico, com guarda-chuva no braço ou de a bengala já sem ponteira. O exercício da presidência não estaria muito na sua maneira de ser.


Já viúvo aquando da sua eleição, após o mandato, Teófilo de Braga, que desde que enviuvara passara a ser um solidário enfiado na sua biblioteca, isolou-se, dedicando-se quase em exclusivo à escrita. Faleceu só, no seu gabinete de trabalho, a 28 de Janeiro de 1924.

Sem comentários:

Enviar um comentário